quarta-feira, 3 de maio de 2017

Código Morse

Desenvolvido em 1835, pelo pintor e inventor Samuel Finley Breese Morse, o Código Morse é um sistema binário de representação à distância de números, letras e sinais gráficos, utilizando-se de sons curtos e longos, além de pontos e traços para transmitir mensagens.  

Esse sistema é composto por todas as letras do alfabeto e todos os números. Os caracteres são representados por uma combinação específica de pontos e traços. Para formar as palavras, basta realizar a combinação correta de símbolos.  

As mensagens são transmitidas por meio e intervalos de som (apito) ou luz (lanterna), podendo ser captadas por diversos aparelhos, como, por exemplo, o radiotelégrafo e o telégrafo. 

Esse meio de comunicação foi muito utilizado por marinheiros durante o século XIX. O primeiro registro de resgate marítimo depois de pedido de socorro utilizando o Código Morse ocorreu em 1899, no Estreito de Dover.  

Em meados do século XIX, a utilização do Código Morse se popularizou rapidamente, atingindo praticamente todos os países europeus. Em 1865, após a realização de algumas modificações no sistema, o Congresso Internacional Telegráfico regulamentou o Código Morse Internacional, que proporcionou maior dinamismo às comunicações.  

Com a invenção do telefone, no fim do século XIX, o Código Morse caiu em desuso. O desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação mais eficazes desencadeou a substituição desse sistema por outros aparelhos. 

Na França, por exemplo, o Código Morse deixou de ser utilizado pelas grandes navegações desde 1997.

Fonte bibliográfica:
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/codigo-morse.htm
Caderno do professor – Física, Ensino Médio, 3ª Série, Volume 2. São Paulo: Nova Edição, 2014 – 2017. 

Experiência: Latafone

Pegue duas latinhas e faça um  furo bem pequeno no fundo de cada uma delas. Passe a ponta de uma linha de pesca ou outra similar, dê um nó e cole o fio com fita adesiva no fundo da lata pela parte de dentro, como mostra a figura.

Para conversar, basta manter o fio bem esticado. Quem for falar deve aproximar bem a boca de uma das latas e quem for ouvir deve aproximar o ouvido da outra lata.

O som é uma onda mecânica. Portanto, necessita de  meios físicos para se propagar. No caso do experimento,  ele se propaga pelo fio que une as latas.

O som da voz faz vibrar o ar dentro da lata; este transmite  a vibração para a lata, que, por sua vez, a transmite para  o fio. Quando a vibração chega a outra lata, ocorre o processo inverso, permitindo que a outra pessoa ouça.

Como a vibração se transmite do ar para a lata e deste  para o fio, caso o fio esteja frouxo ele não será capaz de transmitir a vibração. Se o furo não for pequeno, a vibração  pode não ser transferida de forma apropriada para o fio.

A comunicação analógica possui certas limitações, pois é transmitida por meio de oscilações  e uma pequena perturbação nesse sistema pode modificar algumas características dessas oscilações, o que gera ruídos na comunicação.

Fonte bibliográfica:
Caderno do professor – Física, Ensino Médio, 3ª Série, Volume 2. São Paulo: Nova Edição, 2014 – 2017. 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

O pânico da Física

Tudo é física: movimento, gravidade, força… Mas nada envolve aquelas equações demoníacas. Bem, não com decorebas que atormentam tanta gente.

Equação de Torricelli  
O que é:
Calcula a velocidade final de um corpo mesmo sem saber o tempo em que ele estava em movimento. 

Quem usa:
Físicos, engenheiros mecânicos e peritos, que podem usar a equação ao resolver casos que envolvem acidentes. É possível descobrir a velocidade do veículo antes da frenagem e da colisão, por exemplo. 

Mas a verdade é:
Profissionais usam fórmulas mais simples. “E por que essa cai nas provas?”, você pergunta.

Gravitação universal  
O que é:
Uma maneira de entender o movimento planetário. A partir das leis de Kepler e de Newton, é possível saber a massa dos corpos e como eles se atraem. Pois é, coisa de outro mundo.

Quem usa:
Físicos, astrofísicos, astrônomos. 

Mas a verdade é:
Apesar de ainda serem adeptos das contas gigantescas, esses cientistas também se apoiam em softwares que ajudam a fazer cálculos.

Dilatação térmica  
O que é:
Estudo da dilatação e contração dos corpos nos estados sólido, líquido e gasoso. Para variar, existem váááárias fórmulas para a tarefa.

Quem usa:
Físicos, engenheiros civis.

Mas a verdade é:
Esse conhecimento vem mais da prática diária (como no caso de pedreiros) do que de cálculos e testes feitos nos objetos. Como quase tudo em física, aliás.

Força elástica  
O que é:
Estuda como as molas se deformam de acordo com a força aplicada nelas. É representada pela lei de Hooke (em homenagem ao físico Robert Hooke).

Quem usa:
Físicos e engenheiros que trabalham no setor automobilístico, por exemplo.

Mas a verdade é:
Profissionais costumam fazer simulações, e a força e as deformações do material podem ser medidas eletronicamente.

Força centrípeta  
O que é:
Força que puxa um corpo para o centro da trajetória num movimento circular. Tipo quando você prende uma pedra na ponta do barbante e gira.

Quem usa:
Físicos e engenheiros do setor automobilístico, que usam o conceito na fabricação de veículos.

Mas a verdade é:
Na fabricação de carros, levam-se mais em conta a tração e a estabilidade, que podem ser testadas em simuladores e têm a força medida por softwares específicos.

Movimento Harmônico Simples  
O que é:
O MHS é o movimento em que um corpo oscila de um lado para outro, como um pêndulo. Nesse assunto, há (adivinhe!) fórmulas que permitem calcular a velocidade e a energia do movimento.

Quem usa:
Físicos, engenheiros e até músicos, que estudam a harmonia das cordas dos instrumentos.

Mas a verdade é:
O MHS está em vários objetos cotidianos, mas seu estudo é específico demais para a escola.

Fonte bibliográfica:
http://mundoestranho.abril.com.br/cotidiano/coisas-de-fisica-que-voce-aprende-na-escola-e-quase-nunca-usa/